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Esse blog foi criado com a intenção de ampliar o diálogo entre o pessoal do Poesia na Praça e aqueles que gostaram da ideia.

Muitas vezes, nos rápidos encontros que temos com nossos interlocutores, ficamos com a sensação de que seria muito bom continuar a conversa. Então criamos esse espaço, na esperança de que essa também seja a sensação de quem ficou com o poema nas mãos e a lembrança desse encontro.

Sem contar que aqui poderemos apresentar um material mais rico e interessante. Se você chegou até aqui, esperamos que volte muitas outras vezes.

domingo, 7 de agosto de 2011

Vida que vai na sela dessas dores

E porque viver também dói, o poeta lança seu grito. E se debate, e chora, e se agita, e zomba de si mesmo, como um herói que, tendo se disposto a lutar contra a natureza, se descobre impotente, incapaz de vencer a batalha.
O poeta pensa a respeito da vida e seus absurdos, suas contradições, sobre nossa condição humana, num esforço para encontrar nela sentido. Para encontrar o lugar de cada um de nós. Uma busca, evidentemente, sem fim. Por isso, não raro, sobram o sarcasmo e a fina ironia, talvez como única atitude possível.
E que não se engane quem pensa que o encanto da poesia está somente nos poemas de amor! Essa poesia “filosófica”, dilacerante, é também envolvente e sedutora. Certamente porque não haverá ser humano que não saiba, afinal, o significado do verbo “sofrer”.

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