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Esse blog foi criado com a intenção de ampliar o diálogo entre o pessoal do Poesia na Praça e aqueles que gostaram da ideia.

Muitas vezes, nos rápidos encontros que temos com nossos interlocutores, ficamos com a sensação de que seria muito bom continuar a conversa. Então criamos esse espaço, na esperança de que essa também seja a sensação de quem ficou com o poema nas mãos e a lembrança desse encontro.

Sem contar que aqui poderemos apresentar um material mais rico e interessante. Se você chegou até aqui, esperamos que volte muitas outras vezes.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Soneto de Fidelidade


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes
Um dos autores mais populares e festejados do século XX, Vinicius de Moraes é conhecido como o “poeta da paixão”. "...(Ele) é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural". "Eu queria ter sido Vinicius de Moraes", escreveu Carlos Drummond de Andrade, outro grande do século passado. Sua poesia é moderna, embora ele tenha se mostrado um mestre em formas tradicionais como o soneto. Nascido no Rio de Janeiro, em 1913, morreu em 1980 na mesma cidade.

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